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  • Giulianno Molina

Estresse na Medicina: possíveis causas e como combater esse mal


Segundo um estudo francês apresentado no European Society for Medical Oncology, quase a metade dos residentes em oncologia já apresentam sinais de “burn out”, termo em inglês para designar um esgotamento ocupacional. Este estado, que afetou 44% dos 206 residentes que participaram da pesquisa, é definido por três componentes: grande exaustão emocional, despersonalização das relações com os outros e uma constante sensação de baixa realização pessoal.

O trabalho na área da saúde faz com que o profissional lide com situações muitas vezes temidas pelo ser humano: doença, sofrimento e desamparo, que são fatores inerentes que permeiam tanto a formação médica e quanto o exercício profissional. Para buscar entender onde vive o problema, especialistas buscaram cinco principais fatores de estresse e o primeiro foi o mais evidente: a forte carga emociona que carrega um profissional que é frequentemente confrontado com a morte. E não só isso: a carga pesada das jornadas de trabalho, as questões relacionadas com o estatuto de residente (que não possui visibilidade real sobre sua carreira) ou mais existenciais, e em muitos casos, as solicitações demasiadas por parte dos pacientes ou seus familiares.

É através deste panorama que médicos emocionalmente abalados acabam por desenvolver sintomas somáticos (exaustão, fadiga, cefaleias, distúrbios gastrintestinais, insônia e dispneia), psicológicos (humor depressivo, irritabilidade, ansiedade, rigidez, negativismo, ceticismo e desinteresse geral) e comportamentais (consultas rápidas).

Embora várias sejam as questões potencialmente estressantes que fazem parte do cotidiano dos profissionais de saúde, exigindo um esforço adaptativo constante físico e emocional, o combate ao estresse promete dar uma melhor perspectiva para a vida profissional dos médicos.

Nesses casos, é fundamental que o médico procure ajuda de outro profissional: terapia, checagem de saúde e tudo o que possa fazer para descobrir qual foi a intervenção do estresse no corpo. E esses são os primeiros e mais importantes passos para o diagnóstico e tratamento.

Mudanças no estilo de vida, principalmente no que diz respeito à alimentação, sono e atividade física são ótimas formas de escapar da situação.

Buscar apoio da família e de amigos de fora do âmbito é também outra recomendação, já que permite que o profissional rompa a bolha e tenha acesso a outros tipos de temas de conversação, novos espaços, etc.

E, por último, transformar a motivação para o trabalho em um combustível. Seja vislumbrando perspectivas no horizonte de carreira e, principalmente, tendo um propósito de trabalho. Afinal, a medicina e seu profissional são os que proporcionam inúmeras gratificações psicológicas, como a possibilidade de aliviar a dor e o sofrimento de outras pessoas, curar, prevenir, diagnosticar doenças e, claro, salvar muitas vidas.

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